Por que o veículo aparece offline e como resolver na ordem certa
Veículo offline quase nunca é problema da plataforma — ela só mostra o que o aparelho envia. Em ordem de frequência, as causas são: chip sem dados, APN errada, IP ou porta errados, IMEI divergente do cadastro, falta de energia e antena solta. Seguir essa ordem resolve a maioria dos casos em menos de dez minutos; começar pelo fim faz perder a tarde.
Os 6 pontos, na ordem que resolve mais rápido
| # | Verificar | Como testar em 2 minutos |
|---|---|---|
| 1 | Chip com dados ativos | Ponha o chip num celular e abra um site |
| 2 | APN configurada | Consulte o aparelho pelo comando de status |
| 3 | IP e porta do servidor | Confira contra os dados da sua plataforma |
| 4 | IMEI cadastrado | Compare dígito a dígito com a etiqueta |
| 5 | Energia e fusível | LED do aparelho + multímetro no positivo |
| 6 | Antenas GSM e GPS | Conector encaixado e face voltada para cima |
Antes de tudo: 'nunca subiu' ou 'subiu e parou'?
Essa pergunta corta o diagnóstico pela metade e quase ninguém faz primeiro.
- Nunca subiu desde a instalação: o problema é de configuração. Vá direto aos passos 1 a 4.
- Subiu e parou depois de funcionar: o problema é de ambiente — chip sem saldo ou bloqueado, energia, antena solta, aparelho retirado. Vá aos passos 1, 5 e 6.
Uma mensagem real de cliente: “eu fiz o cadastro mas ele não subiu, poderia verificar pra mim o motivo?”. É o primeiro caso — e em nove de cada dez vezes está nos passos 2 ou 3.
Passo 1 — o chip está ativo e com dados?
É a causa número um, e a mais rápida de descartar: tire o chip do rastreador, coloque em um celular e abra qualquer site sem Wi-Fi. Se não navegar, o problema está no chip e nenhum outro passo importa.
Três armadilhas que enganam bastante:
- “O chip está online no painel da operadora.” Um cliente escreveu exatamente isso: “mas a questão é que não sobe, está cadastrado e o chip está online”. Online no painel significa que o chip registrou na rede. Não significa que o pacote de dados está liberado, nem que a APN certa está no aparelho.
- Chip pré-pago comum com saldo vencido ou bloqueado por inatividade — funciona por semanas e para sozinho.
- Franquia estourada em plano compartilhado: um aparelho mal configurado, enviando a cada 5 segundos, consome a franquia de vários.
Por que isso deixa de acontecer com chip M2M e o que muda no gerenciamento está em chip comum x chip M2M.
Passo 2 — a APN está certa no aparelho?
A APN é o endereço da porta de entrada da operadora. Cada operadora tem a sua, e chip M2M costuma ter uma APN privada, diferente da APN pública do chip de celular da mesma marca. APN errada gera exatamente o sintoma que confunde: o chip registra na rede, aparece online no painel, e nenhum dado sai.
Confira pelo comando de status do aparelho — nunca confie no que foi digitado, confira o que ele responde. Os comandos por fabricante estão em como configurar um rastreador.
Passo 3 — IP e porta conferem?
Aqui mora a pegadinha mais cara do suporte de rastreamento: porta errada não gera erro nenhum. O aparelho responde OK ao comando, grava o valor e passa o resto da vida mandando pacote para uma porta que ninguém escuta. Do lado de fora, parece que o aparelho “não funciona”.
Cada protocolo escuta em uma porta diferente na plataforma — a porta do Suntech não é a do GT06, que não é a do Queclink. Pegar a porta “do vizinho” porque o modelo é parecido é o erro mais comum de quem está começando. Confirme a porta do seu modelo na documentação da plataforma antes de mandar o comando.
Passo 4 — o IMEI cadastrado é o mesmo do aparelho?
O IMEI é a identidade do aparelho no servidor. Se ele não estiver cadastrado, ou estiver com um dígito trocado, o servidor recebe a conexão e descarta — não há como ele saber de quem é aquele pacote.
Três detalhes que custam horas:
- Confira dígito a dígito contra a etiqueta física. Zero e letra O, 1 e I, 5 e S: é assim que o erro entra.
- Alguns fabricantes imprimem na caixa um número que não é o IMEI usado no protocolo — normalmente é o ID do equipamento. Na dúvida, peça o IMEI pelo comando de status.
- Cadastre o IMEI na plataforma antes de energizar o aparelho. Assim a primeira conexão já é aceita e você vê o resultado na hora.
Passo 5 — energia, fusível e chicote
Se o LED do aparelho está apagado, pare aqui: é energia. Meça o positivo com multímetro e confira o fusível da linha usada. Duas causas frequentes em veículo que já rodava: fusível queimado depois de uma revisão elétrica, e chicote com mau contato por vibração — típico de instalação com emenda torcida e fita, em vez de solda ou conector.
Em veículo que ficou parado por muitos dias, há ainda a hipótese simples: bateria do carro descarregada. O rastreador foi o primeiro a avisar, não o culpado.
Passo 6 — antena GSM e antena GPS
São duas antenas com sintomas opostos. GSM solta = o veículo some da tela. GPS solta ou virada para baixo = o veículo aparece, mas parado no lugar errado ou sem posição válida. Confira o conector encaixado até o fim e a face impressa da antena GPS voltada para cima, longe de chapa metálica.
Quando abrir chamado — e o que mandar junto
Se os seis passos passaram e o veículo continua offline, é hora de escalar. O chamado anda muito mais rápido com estas cinco informações:
- IMEI (copiado da etiqueta, não digitado de memória) e modelo do aparelho.
- Data e hora da última posição recebida, se houve alguma.
- Operadora e tipo do chip (comum ou M2M, mono ou multi-operadora).
- Print da resposta do comando de status do aparelho — é o que mostra APN, IP e porta gravados de fato.
- Qual dos seis passos você já testou e o que deu.
Essa lista existe por um motivo prático: sem ela, o primeiro retorno do suporte é sempre pedindo justamente esses dados, e você perde um ciclo inteiro de ida e volta. Suporte 24 horas pelo (11) 5242-5122.
Perguntas frequentes
O chip está online na operadora mas não sobe, por quê?
Preciso recadastrar o veículo?
Quanto tempo até subir depois de configurar?
Como sei se o comando chegou no aparelho?
O suporte é 24 horas?
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